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Caxias do Sul,03/04/2025

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Professores fazem manifestação após ataque contra professora em sala de aula

Mobilização convocada pelo Sindiserv reuniu centenas de servidores da área da educação


Professores fazem manifestação após ataque contra professora em sala de aula Foto: Gabriel Lain/divulgação

Professores e demais servidores municipais de Caxias do Sul participaram nesta quarta-feira (02) de um ato de protesto contra a violência e de solidariedade com a professora de inglês da Escola Municipal de Ensino Fundamental João de Zorzi, vítima de tentativa de homicídio por parte de dois alunos adolescentes.

A mobilização foi convocada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipal de Caxias do Sul (Sindiserv).

A busca por alternativas a problemas sistêmicos, na educação e na segurança pública de Caxias do Sul, também foi debatida na sessão ordinária desta quarta-feira, no plenário da Câmara Municipal. 

Já sem risco de vida e com alta hospitalar na data de hoje, a professora Thaís de Oliveira está se recuperando de facadas. A tentativa de homicídio partiu de adolescentes, no início da tarde de ontem, em sala de aula da Escola Municipal de Ensino Fundamental João de Zorzi, no Fátima Baixo, Zona Norte da cidade. Os dois meninos suspeitos  serão  encaminhados para a Fundação de Atendimento socioeducativo do Rio Grande do Sul, a FASE/RS.

Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul (Sindiserv), Silvana Piroli pontuou que, nos últimos anos, vêm sendo recorrentes as atitudes de violência e desrespeito à autoridade dos professores. Pediu que a rede de ensino passe a contar com assistentes sociais e psicólogos, como exige a legislação específica.



Foto: Gabriel Lain/divulgação

Para Silvana, os docentes precisam ser protegidos e valorizados. “Faltam patrulhas escolares e, inclusive, o devido reconhecimento nas remunerações. Enquanto o índice de correção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) de 2024 aumentou em 6%, a reposição inflacionária do período, em Caxias, foi de apenas 4%”, criticou.

O prefeito municipal, Adiló Didomenico, afirmou que, simbolicamente, as facadas atingiram toda a comunidade. “Não condiz com o DNA e nem com o espírito coletivo de Caxias. Temos que devolver a autoridade e o respeito a figura do professor”, salientou.

O chefe do Executivo pediu a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para ampliar as punições a menores infratores. Adiló informou que será constituída uma comissão representativa para aprofundar as discussões sobre melhorias na segurança das escolas. Anunciou a ampliação de patrulhas.



Foto: Gabriel Lain/divulgação


A secretária municipal da Educação, Marta Fattori, disse ter 30 anos de carreira como docente e que entende a necessidade de ampliação dos quadros profissionais e de conscientização sobre condutas, no âmbito escolar. “Uma sociedade precisa ser vista por todos. No momento, estamos desenvolvendo um novo sistema de gestão, a fim de agilizar o trabalho diário de cada professor”, afirmou.

O delegado regional da Serra, Augusto Cavalheiro Neto, espera que os fatos de ontem sirvam como aprendizado, para uma evolução social. Lamentou que, pelo ECA, uma tentativa de homicídio por adolescentes não gere mais do que três meses de recolhimento, no sistema da FASE/RS.

Na mesma linha, o secretário municipal de Segurança Pública e Proteção Social, Paulo Roberto Rosa da Silva, garantiu que os órgãos do setor público já trabalham de maneira integrada. Ressaltou que a Guarda Municipal é presente nos momentos de entrada e saída dos colégios e que a atuação da corporação será intensificada junto aos educandários.

Após o ato realizado na Câmara de Vereadores, professores e servidores se deslocaram marcharam até a Secretaria Municipal de Educação (SMED) exigindo medidas urgentes de segurança nas escolas.





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